A Gestão de projectos acompanha a história das civilizações. No Dicionário Priberam da Língua Portuguesa a palavra “projectos” origina-se do Latim projectus – acção /acção de se estender – e significa: 1. O que planeamos fazer/ 2. Desígnio, tenção, plano, empresa, cometimento/ 3. Primeira redacção, redacção de uma lei, estatutos, etc., que se submete à aprovação/ 4. Constr. Plano gráfico e descritivo. Portanto, podemos afirmar que os projetctos fazem parte do quotidiano humano. Sendo assim, Gestão de Projectos, constitui-se na administração, coordenação de um plano.
Em termos organizacionais, segundo Vargas (2005), especialista em planeamento e membro do Project Management Institute (PMI), gerência de projectos “é um conjunto de ferramentas gerenciais que permitem que a empresa desenvolva um conjunto de habilidades, incluindo conhecimento e capacidades individuais, destinados ao controle de eventos não repetitivos, únicos e complexos, dentro de um cenário de tempo, custo e qualidade predeterminado”.
Ao longo da história as civilizações passaram a notar a importância de um bom planeamento, para o sucesso dos projectos e que estes poderiam ser aplicados aos mais variados sectores de actuação.
Segundo a PMI-SP (Project Management Institute – São Paulo), “as organizações modernas estão descobrindo que a utilização do Gerenciamento de Projectos traz muitas vantagens. Clientes esclarecidos exigem cada vez mais produtos melhores e serviços mais rápidos. As pressões para acompanhar a velocidade do mercado demandam maior eficiência. Gerenciar projectos de forma profissional encontrou seu lugar na arena empresarial competitiva e global de hoje”.
Com a competitividade do mercado as organizações necessitam aderir às práticas de gestão de projectos, não há como se desperdiçar recursos em investimentos sem planeamento.
A Gerência de Projectos como conhecemos actualmente foi iniciada na década de 50 pelo americano Henry Gantt, este utilizou-se das teorias de Frederick Winslow Taylor para o desenvolvimento de técnicas de controlo e planeamento.
Em 1969, cinco voluntários, fundaram o Project Management Institute (PMI), instituição a qual tem por objectivo disseminar práticas em gerir projectos. Desde sua fundação o PMI vem realizando seminários e publicações que discutem a gerência de projectos. Em 1981 o PMI lançou um guia de projectos o Project Management Body of Knowledge (PMBOK), contendo os padrões e as linhas mestras das práticas a serem utilizadas no “Gerenciamento de Projectos”.
O objectivo do Guia PMBOK é apontar uma visão geral dos elementos que compõem o conjunto de conhecimentos em gerir projectos, sendo estes aplicáveis a uma grande diversidade de projectos, e que tendem a aumentar o sucesso dos mesmos.
Os elementos indicados pelo Guia são conhecidos como:
1. As ‘nove áreas de conhecimento’:
• Integração do projecto;
• Escopo do projecto;
• Tempo do projecto;
• Custos do projecto;
• Qualidade do projecto;
• Recursos humanos do projecto;
• Comunicações do projecto;
• Riscos do projecto;
• Aquisições do projecto.
2. Os ‘ cinco grupos de processo’:
• Iniciação;
• Planeamento;
• Execução;
• Monitoramento e controlo;
• Encerramento;
O actual modelo de mercado destaca a importância de se superar as necessidades do cliente, atendendo os custos, prazos e qualidade do produto. Os avanços tecnológicos, a dinamicidade do mercado somado à alta competitividade tornou a gerência de projectos essencial ao sucesso de empreendimentos.
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